1 de março de 2015

Alunos de TDE e TGE em Jerez de la Frontera, Espanha

Depois de Manutenção Industrial, Serralharia Civil, Restauração, Turismo e Produção Agrária, é agora a vez dos alunos do 11ºano e 12ºanos de Gestão Equina e do 2º ano de Tratamento e Desbaste de Equinos partirem em visita de estudo, rumo a Jerez de la Frontera, Espanha.

Entre outros pontos de interesse, o principal destino é a Fundación Real Escuela Andaluza del Arte Equestre

Acompanhem aqui o Diário de Viagem desta Visita de Estudo, relatado pela Profª Elsa Mourão, que terá muito para contar e que será, com certeza, uma experiência inesquecível para todos os alunos. 

A partida foi no dia dia 28 de fevereiro, sábado, às 10h, e as expetativas eram muitas.

A chegada ao Hotel H2já foi tardia, mas a boa disposição nunca abandonou os alunos e os formadores. Agora é acordar cedo, para amanhã se dar início à visita.
Chegada ao Hotel, 28 de fevereiro
01 de março (domingo), visita à Fundación Real Escuela Andaluza del Arte Equestre, para assistir aos primeiros espetáculos.


Alunos a assistir a um espetáculo equestre na Real Escola Equestre de Andaluzia
02 de março (segunda-feira), visita a  Yeguada de la Cartujauma das reservas mais importantes do  cavalo puro-sangue espanhol e Cartujano em particular.

"Esta coudelaria tem cerca de  280 equinos, dos quais 180 são éguas, e destas, 80 destinam-se à reprodução. As pelagens predominantes são o ruço e o castanho, da raça PRE de tipo cartujanos. A Yeguada dispõe de uma completa sala de cirurgia e de reprodução equina, onde podemos observar o controlo ecográfico de algumas éguas.

Durante a nossa estadia, pudemos acompanhar  o trabalho diário dos cavalos, vocacionado essencialmente para a modalidade de Dressage e de Atrelagem.

Observamos ainda o método de limpeza e de manutenção das instalações e das boxes. De destacar que as camas dos cavalos são feitas de palha e que na parede oposta à porta da boxe existia um abertura para a nitreira.

Visualizamos um pequeno salão onde tinha vários exemplos de antigos coches, em que em cada uma tinha a sua função. Num outro salão vimos arreios e outros materiais usados pestela yeguada.

De tarde, a maior parte dos alunos quiseram ir para o hotel, onde descansaram, jogaram futebol, bilhar e cartas, o que até foi bastante divertido, pois tratou-se de um momento de muito convívio entre alunos e professores." 

03 de março (terça-feira)
"Este dia foi um dos mais esperados pelos alunos, pois voltamos a  visitar mais aprofundadamente  a “Real Escuela de Arte Ecuestre”. Após uma curta visita pelas instalações da escola, tivemos oportunidade de assistir ao espectáculo “Como bailam os cavalos Andaluzes”.

Observamos também números de “Doma Vaqueira”,  trabalho à mão, rédeas longas, atrelagem e por fim uma reprise de oito cavalos, Pura Raça Espanhola, montados.

Concluímos que  esta escola tem uma forte tradição e mantém uma equitação muito clássica. Como seria de esperar, estes cavalos revelam grande aptidão para os trabalhos de concentração, tais como o piaffe, a passagem e as piruetas . Quando o espetáculo acabou fomos almoçar e por volta das três horas fomos para o shunshine tour, onde estivemos a ver uma prova de cavalos novos."

04 de março (quarta-feira)
A nossa quarta feira iniciou-se bem cedo, com um magnifico pequeno almoço, no restaurante do hotel.
De manhã, agendámos a visita ao museu arqueológico de Jerez de la Frontera. Começamos por efetuar a viagem até às proximidades de autocarro, o restante percurso foi feito a pé.
Já dentro do museu pudemos vaguear por várias salas de pura história, objetos fantásticos, vídeos explicativos, muito bem elaborados e facilmente perceptíveis.
Numa das primeiras salas pudemos tirar fotografias com réplicas de crânios humanos, algo que fascinou alguns alunos. Vimos jarros, cachimbos, ânforas, contas de colares, pontas de flecha e tantas outras coisas que poderíamos continuar a referir de forma continua, por páginas e páginas.
Visitamos ainda dois pátios com uns potes gigantescos e uma réplica de um local de escavações.
Após terminar a visita, foi tempo de adquirir os tão famosos recuerdos, pins e porta-chaves e tirar a fotografia da praxe, com a nossa bandeira da EPADRV.

De volta ao hotel, foi tempo de ir ao ginásio, comprar artigos de equitação, ou apenas desfilar as compras da tarde. Banho tomado, rumamos ao jantar espanhol no hotel, sai muito pão com mantequilla, ovos mexidos com cogumelos e fiambre e um segundo prato de uma pseudo carne à alentejana. O interessante de tudo isto é verificarmos que já há alunos com saudades da cantina da escola e dos formadores do Polo de Restauração…

05 de março (quinta-feira)
O dia de hoje iniciou-se, como sempre, com um pequeno almoço servido em diversas fases, pois há sempre mais um que a cama não liberta, e que apenas aparece após longas degladiações com a mesma.
Após o pequeno almoço rumámos até ao Museo del Tiempo, onde apreciámos de forma bastante interessada uma esplendorosa coleção de 302 relógios de origem francesa, inglesa, turca e italiana. Com a nossa guia atravessámos diversas épocas e apercebemo-nos que os relógios de origem francesa são mais esplendorosos, trabalhados, sendo o exterior o fator mais importante, por sua vez nos de origem inglesa, valorizou-se a máquina..
Quando a visita acabou fomos até à zona comercial, Área Sur, onde almoçámos e fizemos as ultimas aquisições de recuerdos.
Da parte da tarde, fomos até ao circuito de Jerez de la Frontera.
A visita guiada ao espaço começou no museu, onde nos foi contado que os atletas quando competem neste espaço desportivo, visitam o museu e escolhem o local onde querem colocar as suas oferendas. Após esta breve passagem, fomos visitar o pré pódio e o pódio. Junto ao pódio estava uma garrafa de champanhe que contaram pertencer a um videoclip do DJ David Guetta. A zona vip, a área da imprensa e a sala de conferências também foram visitadas, nesta última vimos um filme sobre a história da pista visitada.

Como ainda faltava algum tempo para acabar o nosso tempo de permanência no local, fomos sentar-nos nas bancadas para ver os carros a rolar. Para nosso espanto vimos no espaço de minutos dois despistes. Quanta adrenalina!!

Quando o professor Fernando Ribeiro disse que íamos andar de autocarro na pista, ninguém acreditou, mas afinal era mesmo verdade, pois, quando acabaram os treinos, abriram a pista e lá fomos nós, pista a dentro. A nossa velocidade foi tanta que demorámos 5 minutos a completar os 4426 metros de pista, sendo que os carros que lá competem demoram apenas 1 minuto e 26
segundos.
No fim de tudo, regressámos ao hotel para o banhinho da praxe, seguido de um jantar bastante reconfortante.
Não podemos deixar de referir que o nosso querido amigo/colega/aluno Lucas Rebelo fez anos, aniversário esse que se iniciou assim que soaram as 12 badaladas…. E terminou com uns balões muito originais e um bolo coberto por belas velas.

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