16 de dezembro de 2014

A felicidade vem de pequenas coisas

Um conto de Natal, escrito por Viviana Silva (2ºano-CEF_TDE)

A felicidade vem de pequenas coisas

Havia duas meninas, a Estrela e a Cristal, que eram vizinhas.
Quando Cristal se mudou para a vila não se dava com Estrela.
Cristal era uma menina muito mimada, que tinha tudo o que queria, e não sabia valorizar nada nem ninguém. Por ser assim, não tinha amigas.
Estrela era uma menina muito pobre. Mal tinha dinheiro para comer, tinha muitas necessidades, os seus pais trabalhavam muito e ganhavam uma miséria. A menina sentia-se muito triste, porque nunca recebia nada no Natal, nem um único presente!
         As mães, de Cristal e de Estrela, davam-se muito bem, porque no último verão a mãe de Cristal encomendara vinte bolos de aniversário à mãe de Estrela. Esta foi uma boa forma de começarem a falar e aconteceu mesmo que entre ambas nasceu uma boa amizade.Cristal já tinha reparado que Estrela a observava da janela. Então, certo dia, invadida pela solidão de uma menina que tudo tinha, mas ninguém com quem partilhar, convidou Estrela para ir a sua casa brincar com as suas bonecas, os seus carrinhos, as suas casinhas e as suas roupinhas de bebé. Estrela nem hesitou! Incrédula, aceitou, de imediato, o convite!
         Ao final do dia, Estrela voltou para casa toda contente e contou à mãe que nunca tinha visto tantos brinquedos na sua vida.


           A mãe ficou feliz por ela, mas, ao mesmo tempo, triste, porque queria muito oferecer-lhe todos os brinquedos do mundo, mas não tinha possibilidades económicas para tal.
           Um dia, a mãe de Estrela desabafou com a sua vizinha, a mãe de Cristal, e esta disse-lhe que na véspera de Natal iriam às compras e convidou-a, a ela, ao seu marido e à sua filha, para passarem a consoada com a sua família. A senhora não conteve as lágrimas com o gesto da amiga e aceitou o convite.
Quando chegou a hora da ceia de Natal, todos jantaram e foi maravilhoso. Porém,  Estrela sentia-se triste, e toda a gente sorriu, porque Estrela nem imaginava o que a esperava.
À meia noite, Cristal foi a correr para a árvore de Natal, levando Estrela consigo. Deu-lhe todos os presentes que haviam sido comprados para ela, em segredo, pela sua mãe, na companhia da mãe de Estrela.
        Estrela ficou muito surpreendida e perguntou se os embrulhos seriam mesmo para ela. Cristal respondeu-lhe afirmativamente, sorrindo, com alegria. De seguida, questionou-a sobre o que estava à espera para abrir os seus presentes.
        A menina começou a chorar. Chorou tanto, tanto, tanto, que nem sabia por onde começar, ou seja, nem sabia qual dos presentes abrir em primeiro lugar! Então, Cristal prontificou-se a ajudá-la na tarefa. Cada embrulho que abria tinha tanto significado para Estrela, que não conseguia reter as lágrimas! Por seu lado, Cristal sentiu uma enorme alegria em ver tanta emoção nos gestos da menina. Nunca ela pensara que uns simples presentes poderiam fazer alguém tão feliz!
        Estrela adorou de tal forma todos os presentes, que continuava sem palavras para exprimir tanta felicidade!
      E foi assim que, a partir dessa noite, noite de Natal, Cristal e Estrela se tornaram as melhores amigas e, ainda hoje, Cristal continua a partilhar tudo o que tem com Estrela, a sua inseparável vizinha.                

               

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