Perdoem-me por contar estas pequenas/grandes histórias, com um título tão importante como é o da “solidariedade”…
Foi dando seguimento ao nosso trabalho feito em conjunto com o nosso formador de Cidadania, o professor Arsénio Raposo, que fomos visitar, no dia 27 de Maio, a instituição de caridade “Obra da Criança”, em Ílhavo. Foi esta instituição que recebeu grande parte dos bens que a nossa turma conseguiu reunir, e foi com muito orgulho que vimos o sorriso daquelas crianças à nossa chegada.
Fomos recebidos por alguns dos responsáveis daquela instituição que, sem hesitar, nos explicaram o funcionamento das instalações, fazendo, ao mesmo tempo, uma visita guiada, mostrando com muito orgulho como foram as próprias crianças a pintar de fresco todas as paredes, dando assim um “ar mais jovem”, e divulgando os hábitos das mesmas.
Coincidência ou não, havia duas crianças que vestiam tee-shirts com frases que não pude deixar de fotografar – “…com um sorriso colorido” e “…especial”. As letras eram tão coloridas quanto aquilo que nos queriam transmitir. Aquelas crianças, apesar do motivo que fazia com que se encontravam ali, tinham um “sorriso” maravilhoso. O à-vontade com que nos contavam as suas histórias era “especial”…
Durante o lanche que partilhámos com elas, alguns colegas e o professor ainda tiveram tempo para alguns jogos e vimos crianças muito talentosas, com gosto pela música e pela dança. Não houve resmunguices, pois travaram-se ali amizades a um nível extraordinário entre aqueles que ali representam milhares nas mesmas situações. Chegámos a ver isso de bem perto com a chegada de mais uma menina, mesmo naquele dia… Foi recebida pelas colegas de quarto com beijinhos e abraços calorosos.
Não pudemos ficar muito tempo por lá, pois os meninos tinham os deveres para fazer.
Na verdade, partimos de lá com uma enorme satisfação, dado o sucesso que teve o nosso empenho. Foi um trabalho de equipa que todos nós ficamos com vontade de repetir, principalmente quando ouvimos, vindo da boca de uma das meninas: “Voltam brevemente, não voltam?”
Em meu nome pessoal, agradeço ao professor Arsénio por esta oportunidade que nos fez compreender melhor o sentimento de solidariedade. Se novas campanhas surgirem, não hesite em pedir ajuda, pois nós ajudamos.
Dina, Efa B3
