No dia 5 de Junho 09, Dia Mundial do Ambiente, de mãos dadas com o Clube do Ambiente e com mais alguns que gostam de se deixar envolver por estas iniciativas, a
Tudo começou no auditório da escola, onde compareceu uma pequena plateia maioritaria e simbolicamente vestida com uma t-shirt branca, correspondendo ao apelo do Clube, coordenado pela professora Dina Ribau. Ali, alguns professores e as turmas 10º TPA e EFA Operador Agrícola, assistiram ao vídeo “Ética Ambiental”, conversaram e reflectiram um pouco sobre a sua temática: as modificações que a Terra tem vindo a sofrer, em grande parte devido à nefasta acção, também auto-destrutiva, do Homem negligente e inconsciente, não se perspectivando um desfecho feliz, se não mudarmos a nossa atitude.
Uma vez que escrever poesia também pode ser uma forma de denunciar os atropelos contínuos que cometemos contra o Planeta e/ou apelar à adopção de comportamentos ambientalmente inteligentes, porque o tema proposto pelo Prémio Escolíadas de Poesia foi a importância do desenvolvimento ao serviço do bem-estar comum e para um mundo sustentável, ouvimos a declamação dos poemas apresentados internamente, pela voz das suas autoras, às quais foram entregues os prémios oferecidos pelo Conselho Executivo. Tânia Freitas (10ºAnimador Sociocultural), a vencedora, recebeu um livro interessante no âmbito da sua área de estudos, recomendado pela coordenadora de Curso; as restantes jovens poetisas, a Juliana Carvalhais, a Diana Santos (ambas do 10º AS) e a Vera Coutinho (10º TPA) receberam simbólicos, mas não menos úteis prémios. Todas tiveram ainda direito a um bonito certificado de participação.
Seguidamente, foram propostas duas actividades nas quais os presentes se integraram: a recolha de lixo na escola e a elaboração do nosso ECO-CÓDIGO.
FOTOPodemos concluir que há muito a fazer no sentido de corrigir mentalidades e educar a nossa comunidade escolar em particular e o cidadão comum em geral, pois continuamos a fazer muito lixo e continuamos a assistir de braços cruzados ao lixo por aí espalhado, pois a indiferença e o orgulho continuam a não nos deixar apanhar o papel do chão, mesmo que não tenhamos sido nós a pô-lo lá! Esta é, sem dúvida, uma tarefa morosa, árdua e sem visibilidade que não depende exclusivamente do Clube do Ambiente, que carece do despertar e da acção urgente de todos: alunos, professores e outros funcionários. Nesta área, a responsabilidade dos professores é acrescida, visto que, sendo uma referência para os seus alunos, tal como os pais, deverão sempre dar os melhores exemplos e deverão estar sempre e cada vez mais receptivos à abordagem e tratamento de temáticas transversais como esta, perfeitamente enquadráveis em qualquer currículo.
Em simultâneo, decorreu a criação do cartaz Eco-Código, pelos alunos do 10º TPA juntamente com a docente de Produção Agrícola, Elisabete Oliveira, utilizando algum do lixo recolhido e recorrendo a frases inspiradas na formação que receberam na aula de Português, com a professora Vitória Mouro. O referido Eco-Código reflecte um pouco do que a nossa escola tem vindo a fazer e deve continuar a pôr em prática no sentido de preservar o Meio Ambiente. Acabadinho de fazer, o cartaz foi, de imediato, inserido na bonita exposição organizada pela professora Maria João Venâncio, para divulgar os poemas do PEP (a nível interno) e para mostrar os criativos trabalhos realizados pelas alunas do 10º AS, juntamente com a sua professora de Animação Sociocutural, Dina Ribau.
Por último, realizou-se um simbólico cordão humano que, unido numa roda multicultural e multiracial, tão bem simbolizou a união de todos nós em prol da VIDA num Planeta Saudável.
por Vitória Mouro
